O que mais chega à bancada em baterias de linha profissional,
com a causa provável de cada sintoma. Não encontrou o seu caso? Avaliamos qualquer defeito.
Coloco no carregador e a luz fica piscando rápido, sem parar. Não carrega nunca.
Ordem de descarte na bancada: (1) Teste cruzado antes de abrir qualquer coisa — outra bateria sabidamente boa no mesmo carregador, e essa bateria em outro carregador. Isso separa pack ruim de carregador ruim em 30 segundos, e na prática 8 em cada 10 casos é o pack. (2) Contato do termistor (o pino de sinal, entre o positivo e o negativo): o carregador só inicia a carga se ler uma temperatura válida. Pó de gesso, cimento ou serragem compactada, mola do contato arriada ou trilha oxidada fazem o carregador ler circuito aberto e recusar o pack — limpa com álcool isopropílico e escova macia, reassenta o contato e testa de novo; boa parte das "baterias mortas" volta aqui. (3) Grupo de células abaixo do limiar: abre e mede grupo a grupo em repouso. Grupo abaixo de ~2,5V já faz a proteção travar tudo; abaixo de ~2,0V a célula não volta mais para serviço com segurança, mesmo que aceite tensão. (4) BMS com trilha aberta, fusível interno rompido ou MOSFET em curto — típico de pack que levou queda ou trabalhou na chuva. (5) Só por último o carregador. Diferencial que evita orçamento errado: piscada rápida e contínua = pack recusado; piscada em ritmo diferente, pausada, ou LED de temperatura aceso = espera térmica (pack quente ou frio demais), que NÃO é defeito — deixa a bateria descansar 30-40 minutos na sombra e ela carrega sozinha.
moderado Guardei a bateria carregada e, quando fui usar duas semanas depois, estava vazia.
(1) Micro-curto interno em uma célula — é a suspeita número um quando, ao abrir e medir, apenas um grupo está muito abaixo dos outros depois de repouso. Marque as tensões, deixe o pack parado 48h e meça de novo: o grupo que cai sozinho está condenado. (2) Consumo parasita da placa (indicador de nível travado acionado, botão de membrana preso ou molhado, mantendo o circuito ativo). (3) Sujeira condutiva ou umidade entre os terminais criando fuga — comum em pack de obra, com pó de gesso úmido. (4) Hábito de guardar o pack já vazio, o que empurra as células fracas para descarga profunda. Referência para não condenar à toa: perder alguns por cento por mês é normal em lítio; perder tudo em duas semanas não é.
moderado As luzinhas do indicador de carga não acendem, ou mostram cheia com a bateria vazia.
(1) Botão de membrana rompido/afundado — o mais comum, o dedo suja e desgasta a membrana; o pack em si continua bom. (2) Placa do indicador com trilha corroída por umidade ou contato interno oxidado. (3) Emenda/flat interno rompido por vibração. (4) O indicador está certo e o pack é que está desbalanceado: ele lê a tensão do conjunto, e um grupo alto mascara um grupo caído — por isso indicador nunca substitui medição sob carga. Vale a conversa honesta: indicador quebrado, sozinho, em pack que trabalha bem, muitas vezes não compensa reparar — abre-se o pack e há risco maior que benefício.
simples O terminal da bateria (ou da ferramenta) está derretido, com marca preta de queimado.
(1) Mau contato somado a alta corrente = arco elétrico. Onde há folga, cada solavanco abre e fecha o circuito com dezenas de ampères passando e o arco funde o latão e o plástico ao redor. Origem, em ordem: molas do terminal da ferramenta arriadas; trava do pack quebrada deixando folga; sujeira metálica/pó de esmerilhadeira entre contatos; adaptador de marca diferente. (2) Ferramenta de altíssima demanda (esmerilhadeira, serra circular, martelete) usada com pack pequeno, forçando corrente contínua no limite. Ponto crítico do orçamento: terminal derretido do lado da bateria E do lado da ferramenta é comum — trocar só um lado, com o outro deformado, queima de novo em poucos dias. Se o plástico ao redor do terminal derreteu e perdeu a geometria, a peça é a carcaça inteira, não o contato.
grave Pegou chuva / caiu água / lavei a ferramenta e depois disso a bateria parou.
(1) Corrosão dos contatos e do trilho — verde-azulado visível, resistência alta; nesse estágio limpeza e proteção resolvem. (2) Água que entrou pela fresta e alcançou a placa: a falha típica é progressiva — funciona por alguns dias e vai piorando à medida que a trilha é comida, até abrir. (3) Solda das fitas de níquel corroída. (4) Curto de fuga entre trilhas, que descarrega o pack sozinho. Regra prática: pack molhado precisa ser aberto e seco o quanto antes; esperar "secar sozinho" transforma uma limpeza em troca de placa. Distinguir de defeito de célula: aqui o histórico entrega, e a corrosão é visível a olho nu.
moderado A carga demora muito mais que antes, e o carregador esquenta e fica pausando.
(1) Ventilação: carregador com entrada de ar entupida de pó de obra, ou ventoinha (nos modelos com ventilação forçada) travada/ruidosa — o carregador reduz a corrente ou entra em pausa térmica repetida. (2) Carregador em local errado: em cima de bagunça, dentro da caixa fechada, no sol do canteiro. (3) Pack entrando quente na carga, o que dispara pausa térmica logo no início. (4) Uso de carregador de corrente baixa em pack grande — carregador simples com pack de alta capacidade demora várias vezes mais, e isso é característica, não defeito. (5) Estágio de saída degradado (capacitor secundário seco), aí a corrente cai de verdade — se compara com outro carregador do mesmo modelo e o tempo é muito diferente, é ele.
simples