O que mais chega à bancada em pulverizadores de linha profissional,
com a causa provável de cada sintoma. Não encontrou o seu caso? Avaliamos qualquer defeito.
"Bombeio, bombeio e não sai pressão nenhuma" (costal manual)
Ordem de descarte na bancada: (1) Vedação do êmbolo - copo de couro ou o-ring do pistão ressecado/achatado. É a causa nº1 de longe. Sintoma clássico: a alavanca desce mole demais, sem 'peso' na descida, e você ouve o ar passando pelo cilindro. (2) Válvula de retenção da sucção empastada - a esfera/pastilha grudou na sede com resíduo de pó molhável seco. Diferencia da vedação assim: com vedação ruim a alavanca fica leve nas duas direções; com válvula travada a alavanca fica DURA ou faz um 'estalo' e não puxa líquido. (3) Filtro do tubo de sucção entupido ou tubo solto/rachado dentro do tanque - o cliente jura que estava cheio, mas a bomba está chupando ar. Balance o equipamento: se sai um jato e some, é ar entrando. (4) Câmara de compressão trincada (comum em costal que caiu ou foi apoiado no chão com peso em cima) - aí bombeia, sobe pressão e cai instantaneamente. (5) Nível do tanque abaixo do pescador - parece piada, mas o pulverizador manual perde sucção antes de esvaziar de verdade. Teste de ouro: tire a lança e bombeie com a saída aberta. Se jorra água, o problema é do gatilho pra frente. Se não jorra, é bomba/válvula.
simples "Sai água, mas fraco, o jato é curto e vai molhando em vez de nebulizar"
Ordem: (1) Bico gasto - o orifício abre com o tempo, principalmente com calda abrasiva (pó molhável, calda bordalesa). O sinal é traiçoeiro: a vazão AUMENTA e a pressão cai, o leque perde forma e escorre nas pontas. Muita gente troca a bomba quando era só o bico de R$ 15. Compare com um bico novo no balde: se o gasto joga mais de ~10% a mais de líquido no mesmo tempo, está condenado. (2) Filtro do gatilho / filtro do porta-bico entupido - jato fino e simétrico, mas curto; desmonta e você acha a tela cheia de pasta. (3) Bico entupido parcialmente - aí o leque sai TORTO ou com uma falha no meio, diferente do bico gasto que sai simétrico e grosseiro. (4) Pressão real baixa por vedação de bomba já iniciando a falhar. (5) Ar preso na câmara de compressão em modelos de alta pressão - alivia e reprima. Na linha doméstica isso quase sempre é bico gasto; na linha profissional de dedetização, quase sempre é filtro/resíduo, porque o cara troca bico com frequência mas nunca abre o gatilho.
simples "Fecho o gatilho e ele continua pingando / vaza no punho"
Ordem: (1) Vedação do êmbolo do gatilho (o-ring / guarnição) ressecada e endurecida - causa quase certa em quem usa herbicida à base de solvente ou óleo mineral com vedação de borracha comum em vez de viton. (2) Sujeira sólida presa na sede da válvula do gatilho - basta um grão de pó molhável; abre, lava, monta e resolve. Se voltar em uma semana, o problema real é filtro de sucção furado/ausente deixando sólido passar. (3) Mola do gatilho fadigada ou montada torta em reparo anterior - o gatilho não retorna todo o curso. (4) Sede riscada por sólido abrasivo: aí não adianta trocar o-ring, tem que trocar o gatilho inteiro. Detalhe comercial honesto: gatilho é peça de reposição barata; recuperar gatilho de linha doméstica com sede riscada dá mais mão de obra do que o preço da peça nova.
simples "Carreguei a noite toda, mas não faz nem 10 minutos de trabalho" (costal a bateria)
Ordem: (1) Bateria selada de chumbo-ácido sulfatada por ter ficado meses guardada descarregada - é a causa nº1 absoluta na linha a bateria, e não tem conserto: bateria que ficou vazia por 3-6 meses perde capacidade de forma permanente. Confirma medindo a tensão em repouso e depois sob carga com a bomba ligada: se a tensão despenca em segundos e o carregador 'termina' a carga rápido demais, a bateria já era. (2) Carregador com problema - carrega até uma tensão abaixo do necessário, então a bateria nunca completa. Sempre teste o carregador em vazio antes de condenar a bateria. (3) Bico muito fechado / linha entupida fazendo a bomba trabalhar contra pressão alta o tempo todo e puxar corrente muito acima do normal - o cliente reclama de autonomia, mas o defeito é hidráulico. Nesse caso a bomba esquenta bastante. (4) Mau contato nos terminais/chicote gerando queda de tensão. Cuidado comercial: em muitos costais de bateria a bateria custa metade do equipamento novo; vale conferir antes de vender o serviço.
moderado "Ligo, escuto a bombinha funcionando, mas não sai líquido" (costal a bateria)
Ordem: (1) Bomba perdeu escorva por entrada de ar na sucção - mangueira interna solta do pescador, filtro de sucção fora do lugar ou tanque com pouco líquido. O ruído fica agudo e 'vazio'. (2) Válvulas da bomba de diafragma empastadas com resíduo seco - típico de quem guardou com calda dentro. A bomba gira mas não desloca. (3) Diafragma rompido ou ressecado (produto agressivo, ou anos de uso) - nesse caso costuma aparecer líquido dentro do compartimento da bomba/molhando o motor. (4) Filtro de sucção ou do gatilho totalmente obstruído. (5) Mangueira interna dobrada/prensada na montagem depois de um reparo mal feito. Diagnóstico: desconecte a mangueira de saída da bomba e ligue. Se joga água, o problema está do gatilho/lança pra frente; se não joga nada, é escorva/válvula/diafragma.
moderado "Não liga nada, nem faz barulho" (costal a bateria)
Ordem: (1) Bateria em tensão zero (guardada descarregada) - meça primeiro, sempre. (2) Conector/terminal da bateria oxidado ou frouxo - o verdete branco/azulado no terminal denuncia. (3) Interruptor liga-desliga oxidado ou com a mola do contato vencida: molha, entra calda, corrói. É a falha elétrica mecânica mais comum depois da bateria. (4) Fusível (nos modelos que têm) ou fio rompido internamente no ponto onde o chicote dobra junto à alça - fio que parece inteiro por fora e está partido por dentro; puxa levemente e ele estica. (5) Motor da bomba queimado - último a suspeitar, e quando é, quase sempre veio de trabalhar afogado ou com pressão alta continuamente. Alimente a bomba direto com uma fonte na bancada para separar 'elétrico da caixa' de 'bomba'.
moderado