Consertar este equipamento com peça original e diagnóstico correto normalmente custa uma fração de um equipamento novo. O que encarece o reparo é o tempo que se leva até trazê-lo: pequenos defeitos ignorados viram troca de conjunto.
Máquina não anda / tração fraca ou só anda em um sentido
(1) Microswitch de presença — do banco na ride-on, do arco/alavanca na walk-behind; contato oxidado ou haste torta bloqueia a tração e simula defeito grave; é o primeiro teste e o mais barato; (2) potenciômetro do acelerador ou do manche desgastado — sintoma típico é tração que 'pula' ou funciona só num sentido, porque a pista do potenciômetro gastou no ponto de repouso; (3) carvões do motor de tração; (4) controlador/módulo de tração em modo de falha por sub-tensão — muitas vezes a máquina corta a tração ANTES de cortar escova e sucção, de propósito, pra preservar bateria; se a tração some junto com aviso de bateria, não é o motor; (5) freio eletromagnético não liberando (a máquina fica 'presa', empurrar manualmente exige força anormal); (6) redutor/correia com folga ou dente comido. Diferenciar controlador de motor: com a máquina segura e as rodas livres, meça tensão na saída do controlador ao acionar. Tensão presente e roda parada = motor/freio. Sem tensão = comando, chicote ou intertravamento.
Piso saindo riscado, opaco ou com marcas circulares depois da lavagem
(1) Disco/pad de agressividade errada para o piso — o erro campeão é pad preto ou verde em porcelanato, epóxi ou vinílico, que devia rodar vermelho ou branco; ordem prática do mais suave ao mais agressivo: branco, vermelho, verde, preto; (2) pad saturado de sujeira funcionando como lixa carregada de grão — pad tem que ser lavado e virado, não usado até desmanchar; (3) pressão de escova alta demais somada a velocidade baixa; (4) cerda da escova deformada ou com grão errado (escova de grit/abrasiva usada em piso liso); (5) sujeira dura presa no flange do disco — pedra, grampo, tampinha; (6) resíduo de detergente não enxaguado deixando película que reflete como 'opaco' e é confundido com risco. Diferenciar risco mecânico de película química: passe álcool isopropílico ou faça um enxágue só com água limpa numa faixa de teste — se o brilho volta, era película de detergente, e o problema é dosagem, não a máquina.
Vazamento de solução no chão com a máquina parada / poça embaixo do equipamento
(1) Tampa do dreno do tanque de solução ou de recuperação mal fechada / o'ring do dreno ressecado — sempre o primeiro suspeito; (2) mangueira solta ou abraçadeira frouxa após manutenção; (3) solenoide travada aberta por sujeira — a poça se forma exatamente sob a barra de sprays e some se você fechar o registro manual; (4) trinca no tanque plástico por impacto ou por transporte com tanque cheio (o peso da água em movimento trinca o berço do tanque) — a trinca costuma aparecer no canto inferior e só verte com o tanque acima da metade; (5) vedação do filtro/tampa de abastecimento. Diferenciar tanque trincado de mangueira: encha só até 1/3 e observe; se não verte com pouco volume e verte cheio, é trinca alta ou tampa; se verte sempre, é linha pressurizada/dreno.
Cheiro forte de podre saindo da máquina, principalmente ao ligar a sucção
Biofilme. É defeito de rotina, não de peça: (1) tanque de recuperação guardado sujo e com a tampa FECHADA — o resíduo orgânico fermenta em 24 h no clima de Brasília; (2) mangueira de sucção e caixa do rodo nunca enxaguadas por dentro; (3) filtro/boia com lodo; (4) água parada no fundo do tanque por dreno mal posicionado no armazenamento; (5) em hospital e cozinha industrial, gordura emulsionada que grudou na parede do tanque. O tratamento é enxágue com água limpa correndo pela linha de sucção, escovação do filtro e da boia, e guardar SEMPRE com a tampa aberta. Se o cheiro persistir depois disso, a turbina provavelmente já aspirou água e há resíduo dentro do compartimento do motor — aí abre.
Carregador não carrega, não liga o LED ou acusa erro
(1) Alimentação e fusível — tomada, cabo e fusível do próprio carregador; parece óbvio, mas em galpão a tomada de 220 V com neutro ruim derruba fonte chaveada; (2) conector/plugue da bateria com pino queimado por arco elétrico (desconectar sob carga queima o pino) — olhe se está escurecido e meça queda de tensão nele; (3) curva do carregador incompatível com a bateria instalada — carregador não entra em carga porque não reconhece o pacote; (4) pacote tão descarregado que fica abaixo da tensão mínima de detecção do carregador — chumbo profundamente descarregado e lítio com BMS desligado se comportam assim, e o carregador simplesmente não inicia; (5) sensor de temperatura da bateria em falha; (6) placa do carregador queimada por surto — comum em galpão sem DPS. Diferenciar carregador de bateria: teste o carregador em outro pacote saudável. Se ele carrega, o problema é o pacote ou o conector.
Enceradeira puxa para o lado, pula ou 'foge da mão' do operador
Enceradeira de disco único é máquina de equilíbrio, e quase todo chamado é ajuste, não peça: (1) altura do guidão errada — a regra de bancada é guidão na altura do quadril do operador; guidão alto demais faz a máquina puxar pra frente e pular; (2) disco/pad mal centrado no flange ou preso por trava gasta — desbalanceia e gera o 'pulo' característico; (3) pad de espessura desigual ou empapado de água de um lado só; (4) rolamento do eixo/flange com folga — dá vibração que aumenta com a rotação e ruído surdo; (5) cabo de aço/embreagem de acionamento desregulado nas máquinas com gatilho duplo; (6) escova de cerda dura em piso irregular. Diferenciar desbalanceio de rolamento: gire o disco com a mão desligado. Folga ou 'grão' no giro é rolamento; giro liso com vibração só em operação é balanceamento/pad.