Assistência técnica autorizada

Conserto de martelete em Brasília-DF

Diagnóstico, peças originais e garantia no serviço para marteletes das principais marcas do mercado. 13 modelos catalogados, com página própria de defeitos e peças.

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Como funciona o martelete e o que mais desgasta

O martelete é um motor universal que gira um eixo-manivela ou um rolamento oscilante; esse conjunto empurra um pistão dentro de uma camisa e é o colchão de ar comprimido entre o pistão e o percursor que arremessa o percursor contra a espiga da broca — não existe contato mecânico direto entre motor e broca, quem bate é ar. Por isso a esmagadora maioria dos casos de "gira e não bate" é perda de vedação (O-ring do pistão/percursor, pistão riscado, camisa ovalizada) ou graxa saturada de pó endurecendo o mecanismo, e não motor queimado. O que mais mata esses equipamentos é pó de concreto entrando por um guarda-pó/retentor rasgado da bucha: ele vira pasta abrasiva dentro da graxa e come rolamento oscilante, camisa e pistão; em segundo lugar vem trabalhar sem pressão axial ou com a máquina pendurada no furo, o que faz o percursor bater em vazio e martelar o próprio conjunto.

Na Nova Alta Pressão, todo reparo começa pelo diagnóstico: abrimos o equipamento, identificamos a causa real e só então informamos o orçamento. Trabalhamos com peça original das marcas que representamos e damos garantia no serviço executado.

Defeitos de martelete que mais chegam à bancada

Do sintoma à causa provável. É o mesmo raciocínio que usamos no diagnóstico, na ordem em que descartamos as hipóteses.

"Liga e gira a broca, mas não bate" / "perdeu a marreta"

Antes de abrir, descarte o óbvio: seletor de função na posição errada (só rotação) e ponteiro/broca sem folga axial na bucha — máquina em modo rotação e cliente achando que quebrou é atendimento diário. Descartado isso, a ordem real de probabilidade é: (1) O-rings do pistão e do percursor ressecados/achatados — o colchão de ar vaza, o percursor perde curso e a batida some progressivamente; sintoma clássico é bater no primeiro minuto frio e sumir quando esquenta; (2) graxa velha saturada de pó de concreto, virou pasta e trava o percursor no retorno — abre e a graxa está cinza-escura e granulada em vez de âmbar/limpa; (3) percursor ou camisa riscados/ovalizados por trabalhar em vazio, batendo no ar — vê-se risco longitudinal brilhante na camisa; (4) mola ou pino do seletor de função quebrado, deixando a máquina travada em rotação; (5) pino/esfera do rolamento oscilante ou biela quebrada — nesse caso o ruído interno muda e a máquina gira sem qualquer 'soco' mesmo pressionada; (6) espiga da broca cogumelada, que impede o percursor de trabalhar no curso certo — troca a broca e o problema some. Diferencial rápido do outro defeito parecido: se ao pressionar contra a parede o motor perde rotação e força, é mecânica travada/graxa; se o motor mantém a rotação alegre e simplesmente não transmite soco, é vedação/pneumático.

"Bate, mas fraco — demorava 1 minuto pro furo e agora demora 5"

É o mesmo mecanismo do item anterior em estágio inicial, mas o raciocínio de descarte é outro porque aqui entra rede elétrica. Ordem: (1) alimentação — extensão longa e fina (2x1,0mm² com 30 m) derruba a tensão e o motor não entrega torque; teste ligando direto na tomada antes de qualquer coisa, resolve uma boa fatia dos casos em obra; (2) escovas de carvão no fim de curso — a máquina ainda funciona mas com potência reduzida e faísca aumentada; (3) O-rings iniciando vazamento do colchão de ar; (4) graxa contaminada aumentando o atrito interno; (5) broca/ponteiro sem corte — ponta de vídea arredondada ou ponteiro amassado não penetra por mais que a máquina bata (troque por uma broca nova e compare, é o teste mais barato); (6) em máquinas com eletrônica, módulo de velocidade variável degradado limitando a rotação. Diferencial: se o furo demora mas a máquina esquenta pouco, suspeite de broca e rede; se demora e a caixa dianteira ferve, é mecânica.

"Não liga" / "liga e desliga sozinho" / "só funciona se eu mexer no cabo"

Ordem de diagnóstico: (1) cabo de alimentação rompido internamente na saída da carcaça — é o ponto de flexão, o cobre parte dentro do isolamento e não aparece nada por fora; balançar o cabo perto do corpo com a máquina ligada reproduz o defeito na hora; (2) escovas de carvão totalmente consumidas ou travadas no porta-escovas por pó, perdendo contato com o coletor; (3) gatilho/interruptor com contato queimado ou entupido de pó de concreto — muito comum em máquina que trabalha em teto, onde o pó cai direto no gatilho; (4) coletor do induzido sujo/vitrificado; (5) campo (estator) ou induzido com espira aberta — nesse caso não há continuidade e a máquina está morta de vez; (6) módulo eletrônico/soft-start em curto nas máquinas profissionais. Sempre teste continuidade cabo → interruptor → campo → induzido nessa ordem, porque cada etapa custa dez vezes mais que a anterior.

"Está soltando faísca por dentro" / "tá saindo fogo pelas grades" / cheiro forte de queimado

Faísca pontual e azulada nas escovas é normal em motor universal; o que importa é faísca em anel, em volta de todo o coletor. Ordem: (1) escovas gastas abaixo do limite ou de procedência ruim, com dureza errada, que 'comem' o coletor; (2) coletor sujo de pó de carvão misturado com pó de concreto, criando curto entre lamelas — limpeza e retífica leve resolvem; (3) coletor ovalizado ou com lamela alta por desgaste; (4) induzido em curto entre espiras — aqui a faísca é intensa, a máquina cheira a verniz queimado e esquenta rápido mesmo sem carga; (5) mola do porta-escovas fadigada, com pressão insuficiente. Regra de bancada: nunca coloque escova nova em coletor sujo ou ovalizado — mata a escova nova em poucas horas e o cliente volta reclamando. Cheiro de verniz queimado com fumaça branca é induzido/campo, não é escova.

"A broca cai" / "não trava o ponteiro" / "a broca fica dançando na bucha"

Ordem: (1) espiga da broca/ponteiro cogumelada e com as canaletas de travamento comidas — antes de condenar a bucha, encaixe uma broca nova; metade dos casos é a ferramenta, não a máquina; (2) esferas/roletes de travamento da bucha SDS desgastados (viram oval) e o anel de retenção fadigado; (3) mola interna do porta-ferramenta quebrada, geralmente por pó; (4) capa de borracha/guarda-pó rasgada, que deixa entrar o pó que causou tudo isso; (5) porta-ferramenta com o alojamento alargado por trabalhar sempre com broca folgada — nesse ponto é substituição do conjunto, não conserto. Um detalhe que quase ninguém checa: máquina que roda com broca folgada por semanas também transfere o impacto errado para a camisa e chega na bancada com dois problemas, bucha e pneumático.

"Bate normal mas a broca não gira" / "a broca para dentro do furo e a máquina continua socando"

Ordem: (1) seletor em modo só percussão (nas máquinas com 3 funções) — descarte primeiro; (2) embreagem de segurança patinando por mola fadigada ou discos gastos, típico de máquina que foi muito travada em ferro de armadura; (3) engrenagem do eixo intermediário com dentes comidos ou chaveta/pino de arraste cisalhado — o pino é peça de sacrifício justamente para proteger o resto; (4) pinhão do induzido comido, o que exige induzido novo; (5) coroa do porta-ferramenta com dentes quebrados. Diferencial: embreagem patinando faz um estalo cíclico característico ('tec-tec-tec') sob carga; engrenagem quebrada faz ruído de trituração contínuo e não recupera rotação de jeito nenhum.

"Está vazando graxa pela frente" / "a bucha está babando óleo preto"

Ordem: (1) retentor do porta-ferramenta rasgado ou endurecido pelo calor; (2) excesso de graxa em manutenção anterior — erro clássico de oficina paralela: encher a caixa de graxa não melhora nada, aumenta a pressão interna, expulsa vedação e ainda abafa o colchão de ar, reduzindo a percussão; (3) respiro/válvula de alívio da carcaça entupido por pó, pressurizando a caixa; (4) graxa errada, de chassi ou de rolamento comum, que liquefaz na temperatura de trabalho e escorre; (5) trinca na carcaça ou na tampa por queda. Graxa preta saindo é sinal de contaminação avançada — se está preta, o rolamento oscilante já está sofrendo.

"Esquenta demais, não dá pra segurar" / "para sozinho depois de 10 minutos e volta quando esfria"

Parar e voltar depois de esfriar é assinatura de proteção térmica ou de motor em sofrimento. Ordem: (1) grades de ventilação e turbina do induzido entupidas de pó de concreto — a máquina perde toda a refrigeração; é o caso mais comum e a limpeza resolve; (2) uso em regime contínuo acima do ciclo de trabalho da máquina, sobretudo linha doméstica usada como profissional; (3) escovas gastas aumentando resistência de contato; (4) mecânica travada por graxa contaminada, sobrecarregando o motor — nesse caso a caixa dianteira esquenta mais que o motor; (5) induzido em curto parcial; (6) tensão de rede baixa por extensão inadequada, que faz o motor puxar mais corrente. Diferencial pelo tato: quente atrás (motor) = elétrico/ventilação; quente na frente (caixa de engrenagens) = mecânica/graxa.

Antes de trazer: testes que você mesmo pode fazer

  1. 01
    Teste do modo de operação antes de qualquer coisa: com a máquina desligada, gire o seletor de função até a posição de rotação + percussão (símbolo de broca com martelinho) e teste de novo.

    Boa parte dos 'não bate' que chegam na bancada é máquina em modo só rotação. Se voltou a bater, não há defeito. Se o seletor não gira ou gira sem travar, o defeito é no seletor e não no sistema de percussão.

  2. 02
    Teste de percussão com carga: nunca julgue no ar. Encoste o ponteiro numa laje ou num bloco de concreto, faça força axial firme (o peso do corpo, não só do braço) e acione.

    Martelete só percute quando o ponteiro é empurrado para dentro alguns milímetros — é isso que fecha o colchão de ar. Se bate com carga e não bate no ar, está perfeito. Se não bate nem com carga, aí sim há defeito interno.

  3. 03
    Teste da broca substituta: repita o furo com uma broca ou ponteiro novo, de bitola igual.

    Se a máquina volta a render, o problema era ferramenta (ponta de vídea arredondada, espiga cogumelada, hélice torta). Isola o defeito mais barato antes de qualquer orçamento e evita abrir a máquina à toa.

  4. 04
    Teste da rede: ligue direto numa tomada, sem extensão. Se precisar de extensão, use cabo de bitola grossa e o mais curto possível.

    Queda de tensão por extensão longa e fina reduz torque e percussão e simula perfeitamente um defeito mecânico. Se a máquina 'sara' na tomada direta, o problema é a instalação da obra, não o equipamento.

Como funciona o conserto de martelete

01

Diagnóstico

Recebemos o equipamento, identificamos o defeito e avaliamos o estado das peças.

02

Orçamento

Enviamos um orçamento claro, sem compromisso, com prazo e valores antes de iniciar.

03

Reparo

Executamos o conserto com peças originais e processos padronizados de fábrica.

04

Entrega com garantia

Testamos o equipamento e devolvemos funcionando, com garantia no serviço.

Dúvidas sobre conserto de martelete

Vocês consertam marteletes de qual marca?

Somos assistência técnica autorizada de Bosch, DeWalt nesta categoria, com peças originais e garantia no serviço. Atendemos 13 modelos catalogados e avaliamos outros conforme a disponibilidade de peça.

O orçamento do conserto é gratuito?

Sim. Fazemos o diagnóstico e informamos o que o equipamento precisa, sem compromisso. O reparo só é executado depois da sua aprovação.

Meu martelete gira mas não bate. Tem conserto ou joguei dinheiro fora?

Tem conserto na grande maioria dos casos, e geralmente não é motor. O que morre é a vedação do sistema pneumático (O-rings, pistão, percursor) ou a graxa contaminada. Em máquina profissional isso é reparo padrão e compensa quase sempre. Antes de trazer, confira duas coisas de graça: se o seletor está em rotação + percussão e se você está fazendo força axial contra a parede — martelete não bate no ar, isso é projeto, não defeito.

Vale a pena consertar um martelete de linha de entrada?

Sendo honesto: depende do que quebrou. Escova, cabo, gatilho e bucha valem sempre a pena, são reparos baratos. Agora, quando um martelete de entrada precisa de induzido novo + kit pneumático + rolamentos ao mesmo tempo, o orçamento chega perto do preço de uma máquina nova, e a máquina reparada continua sendo linha de entrada, com o mesmo ciclo de trabalho limitado. Nossa régua interna: se o reparo passa de 50% a 60% do valor de um equipamento novo equivalente, avisamos e recomendamos a troca. Preferimos perder o serviço a entregar um conserto que não se paga.

Meu martelete esquenta muito. Isso é normal?

Esquentar é normal, queimar a mão não. Motor universal em serviço pesado trabalha quente. O que não é normal é a máquina desarmar sozinha, cheirar a verniz queimado ou ficar quente demais na caixa dianteira. Na prática, 80% dos casos de superaquecimento que atendemos são simplesmente grade de ventilação entupida de pó de concreto. Antes de trazer, limpe as entradas de ar e respeite pausas — máquina de linha doméstica não foi feita para 8 horas seguidas de demolição.

De quanto em quanto tempo tem que trocar a graxa?

Não existe número universal — depende de horas de uso e de quanto pó a máquina come, não de meses de calendário. A referência prática que usamos: quem trabalha todo dia deve fazer revisão de graxa e vedações uma vez por ano, no mínimo; quem faz demolição pesada e ambiente muito empoeirado, a cada 6 meses. O melhor indicador não é o calendário: é a cor da graxa. Se saiu graxa preta e arenosa pelo guarda-pó, está na hora, independente de quando foi a última. E use a graxa específica de martelete — graxa de chassi liquefaz e escorre, e graxa demais abafa o colchão de ar e reduz a percussão.

Posso usar broca SDS-Plus num martelete SDS-Max com adaptador?

Fisicamente existe adaptador, mas tecnicamente não recomendamos. SDS-Plus tem espiga de 10 mm e SDS-Max de 18 mm justamente porque são classes de energia diferentes: a espiga fina não aguenta a energia de impacto de uma máquina SDS-Max e cogumela, torce ou parte. Quando parte dentro da bucha, o dano vai além da broca. Se precisa dos dois encaixes, o certo é ter as duas máquinas — ou alugar a maior só nos dias em que ela é necessária.

A Alta Pressão segue avançando com compromisso, qualidade e excelência, sempre ao lado dos nossos clientes e parceiros.

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